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terça-feira, 10 de julho de 2012

TEEN: Tecnologia, Educação, Empreendedorismo e Negócios. Especial para a Revista Cidade Verde: #THE30ideias

Nesta primeira semana de julho deparei-me com um desafio promovido pela Revista Cidade Verde: #THE 30 ideias. A publicação quinzenal pede que seus leitores enviem sugestões nas áreas de arquitetura, infraestrutura, transportes, trânsito, cultura, esporte, habitação, acessibilidade, saúde, educação, segurança e outros temas que precisem de soluções criativas para tornar Teresina uma cidade melhor.

Desafio Aceito - e me atrevo mais, minha ideia não é apenas para Teresina, mas para um Piauí melhor!

Para os brasileiros e muitos dos irmãos nordestinos que, estranhamente, não conhecem o nosso estado, nós somos aquela unidade federativa que disputa acirradamente, anos após ano, o título de estado mais pobre da nação. Afora um ou outro oásis econômico, nós não temos grande indústria, nem turismo, nem porto, nem multinacionais: apenas um deserto de "potencialidades" bradado aos quatro ventos pelos políticos demagogos em suas campanhas bianuais.

O Piauí não acredita no Piauí

Juntam-se a isso séculos de humilhação cultural e política, que resultaram em um povo que parece ter perdido a fé em tudo, principalmente em si mesmo. Um verdadeiro bullying histórico transmitido inter-gerações enraizado de tal forma que o futuro de todos os jovens piauienses almejam parece ser qualquer concurso público que apareça para ter "estabilidade", de preferência com o cargo comissionado oferecido pelo "padrinho" ou, com sorte, fazer uma pós-graduação relâmpago para eles irem dar aula em faculdades particulares para formar mais professores sem experiência de mercado.

E a ideia, cadê? Simples, em um estado sem infra-estrutura para atrair grandes empresas, viciado nas práticas políticas mais antigas e provincianas, a solução está na principal riqueza da sociedade atual: Informação. O chamado setor quartenário, que envolve computação, tecnologia da informação, telecomunicações, educação, pesquisa e desenvolvimento de serviços baseados no conhecimento não necessita de grandes investimentos tampouco de generosos incentivos fiscais dos governos, precisa apenas de uma matéria-prima que temos de sobra: capital humano de qualidade.  “O principal produto de exportação do Piauí é o piauiense” , disse certa vez o brilhante João Cláudio Moreno em uma entrevista. Temos pessoas que se destacam nas mais diversas ciências (humanas, exatas, letras, da natureza) mas o resto do mundo não sabe, e o pior, nós não sabemos.

O Brasil, e o mundo, sofre um apagão de profissionais de TI (Tecnologia da Informação). Em 2014 teremos 78.000¹ novas vagas para esses profissionais, e apenas 33.000 terão formação na área. Por que não criar uma agenda para a educação pública e privada em todas as escolas piauienses que prepare os adolescentes a partir dos 15 anos com aptidão para esta área do conhecimento, abordando disciplinas fundamentais como Ética, Empreendedorismo, Administração Financeira, Gestão de Negócios etc? Não estou falando apenas em formar um exército de programadores nerds (grupo no qual me incluo com muito orgulho), estou falando de formar jovens profissionais que saibam utilizar a tecnologia a seu favor, seja para criar novos negócios, seja para solucionar problemas nas mais diversas organizações e setores de mercado para os quais trabalhem, gerando mais empregos e receita em uma indústria limpa, barata e bilionária. Essa é a minha ideia TEEN!

“Aprender é a única coisa que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende”
Leonardo da Vinci

Grande Abraço

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Revival

Fênix, ave fabulosa, símbolo da Ressureição,
do Sol e entre os Egípcios, um emblema da alma.
Prezados,

Hoje faz exatamente 1 ano que estou ausente deste espaço do qual gosto tanto e que proporcionou tantas alegrias a este jovem de quase 30 anos. Peço desculpas àqueles que acompanhavam este blog e tanto cobraram a continuidade das minhas aventuras (pseudo)literárias.

Apesar de estar tentado a fazer uma promessa de retorno triunfal, tal qual a mitológica Fênix que ilustra este post, não posso correr o risco de decepcioná-los novamente. Adianto apenas que muita coisa boa aconteceu nestes últimos 365 dias, profissionalmente e pessoalmente, e pretendo compartilhar todas elas com vocês através de uma série de artigos categorizados com o prefixo "Déjà vu".

Alguns de vocês podem até se perguntar: "Por que eu leria coisas antigas, Rodrigo?" Bem, simplesmente porque o presente não existe meus caros, e essa coisa que chamamos de Futuro nada mais é do que o fruto das nossas experiências, atitudes, escolhas e, principalmente, relacionamentos que construímos no decorrer da nossa vida. Ou seja, tudo de bom (e de ruim) que irá nos acontecer está visceralmente apoiado no alicerce do Passado, no ontem do nosso país, do nosso estado, da nossa cidade mas, principalmente, no ontem de cada um de nós.

E um eterno ignorante você será se subestimar o valor que essa análise "do que passou" na construção de uma carreira, de uma família, de uma amizade, enfim, de um Amanhã Mais Rico!

Grande Abraço e Obrigado!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Amizade Profissional


O termo pode soar estranho à primeira vista mas é exatamente este o tipo de relação mais importante, e não menos negligenciado, com o qual lidamos 1/3 das nossas vidas, ou seja, no nosso ambiente de trabalho.

Não é segredo para ninguém as nuances dos nossos relacionamentos com superiores, subordinados, colegas, clientes, fornecedores e funcionários. Tal como qualquer relação saudável, a Amizade Profissional deve ser pautada, acima de tudo, no respeito, na confiança e na reciprocidade.

Contratos são peças fundamentais em qualquer relação de trabalho, sejam entre pessoas físicas ou jurídicas, mas nenhum contrato, por melhor que seja, vai atender a todos os detalhes, circunstâncias especiais e problemas que podem ocorrer (e ocorrem) no seu emprego, na sua empresa ou em um projeto.

A afinidade e o entrosamento entre as partes envolvidas: cliente/fornecedor, patrão/empregado etc; são essenciais para o sucesso ou o fracasso de um projeto. Entretanto é preciso tomar muito cuidado para não confundir esse relacionamento com o pessoal. Aí está o motivo pelo qual empresas familiares sejam tão problemáticas e porque grandes amigos que resolvem abrir um negócio acabam destruindo a amizade junto com a sociedade.

Alguns gurus e/ou especialistas em carreira propagam o mantra "Problemas? Deixe-os em casa" mas e os problemas do trabalho? Nenhum ser humano é um robô que desliga os seus problemas quando entra no escritório ou quando sai dele. Nós somos seres holísticos, não podemos ser analisados ou julgados pela fria observação de uma parte das nossas vidas, como a extraordinária capacidade que a Dona Sheila tem de organizar as finanças da empresa em 10 planilhas do Excel. E os dois maços de cigarro que ela fuma todo dia? Ou as duas taças de vinho que ela toma para conseguir dormir?

Portanto meus amigos, cuidado com os limites dos seus amigos profissionais e, principalmente, com os limites que VOCÊ dá para seus relacionamentos profissionais. Esse é o segredo para a engrenagem não quebrar.