quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sair da rotina ou fugir da verdade?

"Um homem precisa viajar...", muitos de nós conhecem essa frase do navegador, empreendedor e escritor paulistano Amyr Klink; e a invejam. Não é de se admirar: conhecer lugares, pessoas e culturas novos está entre os principais desejos de consumo da grande maioria dos seres humanos, penso eu e muitos que conheço.

O problema é quando esse desejo está associado simplesmente à insaciável vontade de fugir da vida que você leva, da convivência com os seus colegas de trabalho, familiares, amigos e cônjuges, enfim, fugir de quem você é, ou de quem você está sendo.

A solução está em fugir por dois, três, cinco, dez dias para uma praia, serra ou grande metrópole para "renovar" o espírito e sofrer a cada hora em que se aproxima do retorno "à realidade"? Você está satisfeito com isso? É a isso que devemos dar valor? É essa a sua verdade?

Odiar a sua rotina só te faz ficar mais preso a ela, a essa zona de conforto que não existe, simplesmente porque não te traz conforto nenhum. Viver frustado, ansiando um mundo perfeito que habita apenas os sonhos daqueles que nunca acordam só alimenta a sua corrida dos ratos.

Ninguém está velho demais para mudar, para tentar algo novo, e para errar de novo também. Pior do que falhar ao lutar pelo que você quer é ficar acomodado, "esperando a morte chegar". Então, meu amigo e minha amiga, olhe-se no espelho e me diga se você vê: um diamante, um ouro de tolo ou um carbono apenas precisando de um pouco de pressão?